A acromegalia é uma doença hormonal rara que afeta adultos, causada pela produção excessiva do hormônio do crescimento (GH), também conhecido como somatotropina. Essa condição ocorre, na maioria dos casos, devido a um tumor benigno na glândula hipófise, localizada na base do cérebro. Apesar de sua raridade, com aproximadamente 4-5 novos casos por milhão por ano, a acromegalia pode trazer impactos significativos à saúde se não diagnosticada e tratada.

Acromegalia
O que você precisa saber
O que é Acromegalia?
O termo “acromegalia” vem do grego e significa “extremidades grandes”, refletindo um dos sinais mais característicos da doença. Em crianças, o excesso de GH leva ao gigantismo, enquanto, em adultos, resulta em alterações físicas características da acromegalia.
Principais sintomas
Os sintomas da acromegalia surgem lentamente, tornando o diagnóstico desafiador.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Aumento das mãos, pés e traços faciais (como nariz, lábios e mandíbula).
- Alterações no tamanho de calçados e anéis.
- Dor nas articulações e osteoartrite.
- Cefaleia, fadiga e transpiração excessiva.
- Problemas de visão devido à compressão causada pelo tumor
Além disso, a acromegalia pode estar associada a condições como hipertensão, diabetes, apneia do sono e alterações cardíacas, que aumentam o risco de complicações graves.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com base em uma avaliação clínica detalhada e exames laboratoriais, como:
- Medição do IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina).
- Teste de supressão do hormônio do crescimento.
- Exames de imagem, como ressonância magnética, para localizar o tumor na hipófise.
A identificação precoce é fundamental para reduzir os riscos de complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Se você ou alguém que conhece apresentar sintomas que possam estar relacionados à acromegalia, procure um médico especialista para uma avaliação completa. A informação e o cuidado são os primeiros passos para uma vida mais saudável.
Tratamento
Para o tratamento também são necessários exames periódicos como:
1- IGF-1: Principal indicador para monitorar o controle da doença.
2- Medição de GH: (atrelado à indicação de Signifor)
3- Glicemia: para medir a quantidade de glicose (açúcar) no sangue.
O acompanhamento contínuo é essencial para avaliar a eficácia do tratamento e prevenir complicações.
Referências:
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